terça-feira, 29 de março de 2011

processo bem conduzido, heim....

publicado em 2006-05-25

A coordenadora da equipa policial que investigou o processo Casa Pia disse, em tribunal que foi pressionada pelo director da PJ de Lisboa para demover «de qualquer maneira» o Ministério Público a deter o apresentador Carlos Cruz.

Na sessão desta quarta-feira, que hoje voltou a ser aberta à comunicação social, Rosa Mota assegurou que o então director da PJ de Lisboa, Artur Pereira, quando já estava passado o mandado de detenção de Carlos Cruz, lhe solicitou «que demovesse de qualquer maneira o Ministério Público de deter» o apresentador.

De acordo com Rosa Mota, o responsável pela Directoria de Lisboa argumentou que, no seu entender, não existiam indícios suficientes para proceder à detenção de Carlos Cruz a 31 de Janeiro de 2003.

conclusão: motorista 1 - director 0

Sobre a sentença faço minhas as palavras do bicho carpinteiro....


Sexta-feira, 3 de Setembro de 2010
Casa Pia, Carlos Cruz e o processo

Sá Fernandes, um dos advogados de Carlos Cruz, referiu há pouco que o acórdão lido não incluiu a fundamentação devida e apresentou protesto. Disse um comentador da RTPN que os advogados tinham acordado previamente com os juizes que os magistrados procederiam apenas à leitura de uma síntese devido à extensão do documento original.
Ouvidos os excertos da leitura dados pelas televisões, houve que ter em conta o facto de se tratar de um registo com a responsabilidade de anunciar a prisão de um conjunto alargado de seres humanos, de proporcionar o conforto possível para as vítimas e de determinar o rumo da vida de outros tantos (familiares e amigos), mas também de restituir alguma credibilidade ao sistema judicial.
Ora, mesmo com o acordo prévio de ser lida apenas uma súmula, o texto apresentado estava, desde logo, formalmente mal redigido e, conforme declarou Sá Fernandes, também não dei conta de qualquer fundamentação para os factos dados como provados. Por outro lado, pareceu-me de um enorme desrespeito para com as pessoas envolvidas, não estarem disponíveis cópias para consulta. Entretanto, a RTP referiu que o registo já se encontrava no site desta televisão. Fui até lá e não o descortinei. A ideia com que fico é a de que estamos perante uma série de incompetentes.
Não sei se Carlos Cruz fala verdade. Todavia, subscrevo sem reservas as declarações de Carlos Cruz quanto à falta de análise crítica por parte dos mass media em geral (não só sobre este caso, mas também sobre muitos outros), com óbvias implicações na formação da opinião pública. E uma coisa é certa: perante a gravidade das acusações, as repercussões do processo e a projecção mediática, urgia apresentar um documento honesto, claro e inequívoco. O divulgado foi uma hipótese de relato mal elaborado a partir de episódios avulsos.
Para mim, ao estado a que isto chegou, não chega que um grupo de juízes venha ler um escrito com conclusões acerca dos actos praticados sem incluir a respectiva fundamentação: onde está a referência a perícias, factos, datas, lugares, nomes das pessoas, circunstâncias, escrutínio e contraditório?

Menos mal que temos uns policias á maneira, os CSIIISS comparativamente aos nossos são uns bananas...
têm duvidas? vejam esta perola...

publicado em 2006-06-21 em www.mundopt.com

A sessão de hoje do julgamento do processo Casa Pia, a 197ª, foi preenchida com a audição de um inspector da Polícia Judiciária (PJ), Vítor Pita, que se esqueceu de praticamente toda a investigação.

«Não me lembro» ou «não recordo nada» foram as palavras que o inspector, um dos responsáveis pela investigação desde que começou o caso Casa Pia, mais utilizou em audiência, o que levou mesmo o advogado Paulo Sá e Cunha, do arguido Manuel Abrantes, a perguntar-lhe se se estava a sentir bem.
Vítor Pita lembrou-se que ouviu em inquérito algumas das testemunhas/vítimas e que os responsáveis pela condução do mesmo, Rosa Mota e Dias André, não assistiam, mas esqueceu-se de todos os pormenores em relação a reconhecimentos que fez com as alegadas vítimas.
É o caso de idas a uma casa na Avenida das Forças Armadas, a Elvas ou à Feira Popular, à Casa Pia, a Loures, ao Instituto de Medicina Legal, a Vila Viçosa ou à Lourinhã. Neste caso admitiu que foi fazer uma busca domiciliária, embora não se recordasse a quem.
A memória de Vítor Pita atraiçoou-o mesmo quanto à data em que entrou para a PJ, tendo que se socorrer da carteira profissional para responder que foi em 2001.
A sessão prossegue quinta-feira, às 09:30, com a audição de mais dois inspectores da PJ.

esta é a parte não visivél do iceberg, a visivél foi aquilo que se sabe....

segunda-feira, 28 de março de 2011

A razão da minha ausencia

Depois de tantos dias sem escrever é até dificil começar, preciso estruturar e alinhavar os pensamentos de uma maneira que sejam compreensiveis para todos, se por vezes eles até na minha mente se atropelam, imaginem lá como os devo fazer passar...

Por essa razão hoje pensei em várias generalidades, desde aquela mulher que esteve morta uns 8 anos em casa e que as finanças muito profissionalmente já lhe tinham vendido a casa para ela ser sepultada sem a preocupação de arranjar comprador...

Depois temos aquele discuro do Marinho Pinto que achei uma delicia, em especial porque uma parte do discurso foi direcionado para a figura de Carlos Alexandre, que se apresenta como arauto de uma justiça cega, surda e muda, em que se devem respeitar os tribunais, no entanto funciona tipo frei Tomáz, faz o que eu digo e não faças o que eu faço.

Neste caso parece aquele do senhor dos aneis, no filme, o smigol, retardado e manhoso, quer de qualquer maneira ficar com o anel, no caso do Sr. Juiz ele tambem afirma que as gravações são dele! e não dá a ninguem....
No caso do smigol ele cai com o anel na fornalha da montanha e no caso do juíz já estou a imaginar ele levar aquilo pra cova...
Parece o estinito, quando eramos pequenos ele tinha que jogar sempre, ele não jogava nada, mas a bola era dele e portanto nada a fazer, o argumento era muito convincente : senão jogar vcs tb não jogam, a bola é minha...
O Paulo que diz que não se pode gastar dinheiro é outro exemplo do Frei Tomás, tempos houve que mandou a marinha impedir um perigoso barco estrangeiro de atracar a um porto nacional, na altura entendi a ideia, se por acaso tivessem feito alguns abortos, no futuro este País podia vir a ter falta de politicos...
Mais tarde comprou uns submarinos que até conseguem navegar debaixo de agua, o que é espantoso. Aínda ninguem percebeu para que servem ou que falta nos faziam, mas isso são contas de outro rosário.
lembram-se daquele comentario que apareceu na correspondencia do Wikileaks que dizia que os nossos politicos gostavam de brinquedos caros?
não, não se referiam a trotinetes, era mesmo a submarinos....

Sobre o processo Carlos Cruz não vou dizer nada, não falo sobre coisas que nunca aconteceram.
Aquilo que durante anos andei a dizer vai-se confirmando dia após dia e aqueles que diziam que não havia fumo sem fogo, acho que é tempo de alterarem para, a verdade é como o azeite, vem sempre ao de cima...
Anos perdidos, uma vida destruída pela calunia, pela inveja, pelo mau caractér, pela incompetencia.
Atendendo ao que se comenta sobre os ordenados das transferencias entre as televisões privadas, e falo só e exclusivamente do trabalho individual, não da empresa de Carlos Cruz, no minimo e fazendo contas na base de 40000 euros mensais, no fim de 8 anos perdeu na ordem de 5 milhões de euros, repito só da televisão!
Para não falar das campanhas publicitárias, alem daquilo que ele teve que gastar num processo desgastante e que a nivel pessoal não se pode quantificar.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

entrevista da Ana Gomes ao i...

Já percebeu melhor o que aconteceu na altura em que a direcção de Ferro Rodrigues, a que pertencia, se viu envolvida no processo Casa Pia?

Não percebi, em detalhe, muito melhor. A história está por contar e por investigar. Acho que tive bem a percepção do que se passava, que era uma miserável intriga para derrubar aquela direcção, que era uma direcção de gente séria, que estava a procurar sanear as contas do partido. Por exemplo, a Lei do Financiamento dos Partidos Políticos, que entrou em vigor em 2005, foi por determinação de Ferro Rodrigues. Era uma lei moralizadora. A que existe hoje é muito pior.

A resistência a essa direcção também veio de dentro do PS?

Eu disse-o na altura e não excluo que possa ter havido alguém dentro do PS que tivesse interesse em derrubar Ferro Rodrigues. Não foi por acaso que foi Paulo Pedroso a ser envolvido nesse caso. Era a pessoa que estava a tomar medidas de saneamento. Inclusivamente de funcionários do partido que não existiam e recebiam dinheiro.

Eram pagos pelo partido sem trabalhar?

Exactamente. Pergunte-lhe, mas o que aconteceu foi que houve o escândalo Casa Pia com a necessidade de encontrar bodes expiatórios ou culpados e figuras públicas e mediáticas que fossem responsabilizadas. Eu não percebo como foi possível condenar o Carlos Cruz com base naqueles elementos. Eu li o processo. E havia outras coisas...

Outras coisas?

Havia o processo do parque de que ninguém fala, mas que o SIS sabe. O dr. Rui Pereira, que era o director do SIS nessa altura, sabe. O processo do parque onde algumas pessoas tinham sido apanhadas, algumas figuras políticas inclusivamente. E portanto havia que montar uma encenação que concentrasse os holofotes em determinadas pessoas e desviasse as atenções de outras. E foi isso que aconteceu. Eu fui àquela célebre manifestação que houve, logo a seguir ao rebentamento do caso, na qual estava a Catalina Pestana. Eu fui lá e fui dizer que o processo estava a ser orientado para desacreditar a justiça.

Catalina Pestana disse que não acreditava na inocência de Paulo Pedroso.

Essa mulher, para mim, não tem qualquer credibilidade. Foi directora de um colégio da Casa Pia e nunca viu nada e de repente viu tudo. Como é? Essa senhora para mim não tem qualquer ponta de credibilidade. O que eu lhe digo é que era preciso que se investigasse e se percebesse o que aconteceu. Sem dúvida que os holofotes foram desviados para Ferro Rodrigues e Paulo Pedroso com base em testemunhos que não tinham credibilidade. Não estou a dizer que os miúdos da Casa Pia não sofreram horrores, mas eles são facilmente instrumentalizáveis a partir da hora em que entraram na delinquência. E seriam facilmente manipuláveis.

E foram manipulados por quem?

Se calhar havia muita gente com diversos interesses. Uns tinham de prestar contas a nível da investigação, outros queriam desviar os holofotes de pessoas que podiam ser apanhadas e outros ainda queriam ver-se livres de pessoas que estavam a ser particularmente incómodas no PS. A investigação está por fazer.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Condenados por força da mentira

Condenar alguem baseado naquilo que diz o acusador comporta muitos riscos, eu discuto esses assuntos com frequencia, mas constacto que nem sempre as pessoas lhe dão a importancia que merecem, a não ser quando por alguma razão são eles mesmo as vitimas...

Todos acreditavam nos "assistentes"....

Todos os jornais e telejornais deram uma vasta informação sobre este caso que chocou a frança, por mais incrivel que pareça foram todos enganados....

Le fait divers d’Outreau, en particulier, n’a pas échappé à une débauche de fausses révélations. Très vite, alors que l’instruction commence, le compte rendu de l’événement s’affole. Un reporter de France 2 ne s’embarrasse d’aucune précaution quand, dans le 20 heures du 15 novembre 2001, il énonce les « faits » : « Les quatre enfants ont d’abord été violés par leur père, puis par des proches. Certains sont des commerçants du quartier. Les parents s’acquittaient ainsi de leurs dettes. » Ailleurs, on mentionne sans précaution les fonctions sociales des « coupables » de crimes imaginaires : « un huissier et son épouse, infirmière scolaire, un prêtre ouvrier, un chauffeur de taxi et les deux propriétaires d’un sex-shop d’Ostende, en Belgique, sont interpellés. »(Le Figaro, 21 novembre 2001.Rien d’étonnant à ce déballage. Avec l’affaire Dutroux (1996), le nombre d’articles et de reportages consacrés aux affaires sexuelles touchant les enfants a explosé. Les archives Internet des journaux de presse écrite permettent de mesurer l’évolution. Jusqu’en 1995, les mots « pédophilie/pédophile » entraînaient une dizaine d’occurrences par an. Après 1996, il faut multiplier ce chiffre par dix, voire par vingt (4).

Le déferlement s’explique en partie par l’occultation du phénomène jusqu’à cette date. Mais comment ne pas imaginer que le caractère vendeur, ou supposé tel, d’informations de ce genre constitue une motivation-clé ? Du 5 mai au 5 juillet 2004, le « procès d’Outreau » est présent vingt-six fois à la « une » des quatre grands quotidiens nationaux, qui y consacrent 344 articles en huit semaines : 108 dans Le Figaro, 84 dans Le Monde, 77 dans Le Parisien, 75 dans Libération. Pendant la même période, ces quotidiens consacrent trois articles à eux quatre à la sortie d’une étude de l’Organisation mondiale de la santé (OMS) établissant que la pollution de l’air, de l’eau et d’autres dangers liés à l’environnement tuaient chaque année plus de 3 millions d’enfants de moins de 5 ans (lire « Un certain effet de brouillage... » pour d’autres asymétries médiatiques).

Lá como cá estas são noticias muito comercializaveis se assim se pode dizer...e vendem muito!

De 4 de maio a 5 de julho 2004, "o processo d´Outreau" foi 26 vezes noticia de 1º pagina dos 4 grandes jornais nacionais que lhe consagraram 344 artigos em 8 semanas : 108 vezes no Le Figaro, 84 vezes no Le Monde, 77 no Parisien e 75 vezes no Libération.

Durante o mesmo periodo esses mesmo jornais dedicaram 3 artigos aos resultados de um estudo publicado pela OMS, que dizia basicamente apenas isto:A poluição do ar, da agua e de outros perigos ligados ao desenvolvimento matam todos os anos cerca de 3 milhões de crianças com menos de 5 anos de idade.
Lá como cá o importante são noticias apelativas, mesmo que sejam completamente mentiras quem se importa?

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Por acaso já viram este filme??

Délation, compassion, mépris social
Les faits divers, ou le tribunal implacable des médias

Depuis des mois, la lutte contre la pédophilie, le terrorisme ou l’antisémitisme a conduit la plupart des médias à stigmatiser des crimes imaginaires et à accabler des innocents (affaires d’Outreau, du bagagiste d’Orly, du RER D). La presse sacrifie les informations importantes pour donner une large place à ce traitement de plus en plus irresponsable des faits divers. Pourra-t-elle se défausser indéfiniment de ses travers mercantiles sur des juges, des policiers ou des élus ?

Par Gilles Balbastre

Le 19 mai 2004, devant des dizaines de caméras, dont celle du journal de 20 heures de TF1, l’huissier de justice Alain Marécaux s’écroule en pleurs à la sortie du tribunal de Saint-Omer. Le moment est bouleversant : « J’ai tout perdu dans cette affaire. Vous savez... on a volé mes enfants. Ils ont tué ma mère. J’ai dû vendre mon étude... vendre ma maison.... J’ai plus rien... Comment voulez-vous... » Le revirement à l’audience de sa principale accusatrice transforme soudain cet homme en héros, victime, selon la presse unanime, de la « faillite du système judiciaire », d’experts psychologues « partiaux », d’assistantes maternelles « irresponsables », et même de la parole des enfants « manipulés ». A ce moment précis, qui se souvient encore que, deux ans plus tôt, le 11 janvier 2002, un 20 heures de TF1 accusateur montrait à 9 millions de téléspectateurs la maison de ce même Alain Marécaux et de sa femme, incarcérés à la suite de ce qui, à l’époque, était présenté comme une affaire de pédophilie monstrueuse ?

Le Figaro du 20 mai 2004 s’apitoie sur le sort du chauffeur de taxi Pierre Martel : « Avant “l’affaire”, il menait une existence paisible entre sa famille et sa passion pour le golf. (...) Il a été mis en examen pour six viols sur mineurs. On l’a aussi accusé d’avoir conduit des enfants en Belgique pour des séances pédophiles dans une ferme. » Ce « on » accusateur vise en fait... Le Figaro du 1er janvier 2002. Car le quotidien évoquait alors « un chauffeur de taxi qui conduisait les petites victimes dans une ferme en Belgique, près d’Ypres, où se déroulaient les soirées spéciales enregistrées par deux propriétaires d’un sex-shop d’Ostende ». A la liste brandie par les médias des responsables de la souffrance de ces « accusés à tort » manque la profession de journaliste (1).


Car autant, dans ce qu’il convient d’appeler l’« affaire d’Outreau », il est légitime de s’interroger sur l’instruction du juge Fabrice Burgaud – ce dont ne se privera pas la presse dans son ensemble –, autant il aurait été nécessaire de soumettre à la critique le travail de l’immense majorité des médias. A part quelques très brumeuses mises en cause de la « pression médiatique », promptement associée à la « pression de l’opinion publique », nul n’a souligné la duplicité de la presse. Les anciens accusés devenus victimes sont trop occupés à se remettre de leur traumatisme ; les avocats comme les responsables politiques, trop dépendants de la publicité médiatique ; les professions mises à l’index, trop apeurées par le pouvoir accusatoire des journalistes.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

a entrevista de carlos silvino

Tenho sido confrontado nos ultimos dias com a entrevista de carlos silvino e qual o valor que lhe atribuo...
Bem, para ser honesto não me aquece e nem me arrefece, a minha convicção sobre a inocencia de Carlos Cruz não é condicionada por nenhuma entrevista, parto do principio que todos eles, sem excepção, mentiram.
Provoca-me muito desconforto saber que esses rapazes foram, eventualmente "usados" para fins que não trouxeram nada de bom a esta pobre justiça nacional.
No caso de carlos silvino penso que lhe acenaram com a lei 93/99 de 14 de julho, tambem conhecida como a lei de proteção a testemunhas e por aquilo que disse o josé maria nas alegações finais, assim, olhos nos olhos com o procurador joão aibeo, tinha havido um acordo entre o MP e o seu cliente, BiBi para, por força da sua "colaboração" com a justiça ter uma pena mais reduzida, aventando inclusive o josé maria a possibilidade de o seu cliente ver a sua pena suspensa....
Ora não foi isso que aconteceu, o presumivél acordo não foi cumprido, ou seja, só foi cumprido por carlos silvino e colaboradores, que enterraram através de mentiras sobre mentiras todos os arguidos, na esmagadora maioria dos casos com discursos que me parecem absolutamente irrealistas.
No entanto quero deixar aqui bem claro que estou disponivél para mudar de opinião nas seguintes condições.

1º- Quando aparecer uma testemunha ocular que tenha visto Carlos Cruz na casa de elvas ou imediações.

2º- Quando aparecer uma testemunha ocular que tenha visto Carlos Cruz no edificio da av. das forças armadas ou imediações.

3º-Quando aparecer um empregado, patrão, ou cliente, que confirme que viu Carlos Cruz no restaurante da ajuda onde francisco guerra diz que se encontraram algumas vezes com os outros envolvidos no processo.

4º- Quando algum técnico de telecomunicações me explicar como se faz para ir de Lisboa a Elvas, estar em Elvas, e nunca, nem uma vez, uma vezinha apenas, algum telefone de Carlos Cruz ter acionado uma antena nesse percurso.

5º-Quando me apresentarem algum engenheiro ou arquitecto que me explique como houve nas escadas da casa de elvas uma sala, contrariando completamente as declarações do construtor.
A não ser que não tivessem gostado da sala nas escadas e tenham mudado novamente a construção...

Para terminar deixo aqui um comentário de Adelino Granja:
O advogado e Ex Casa Piano Adelino Granja admite que as novas declarações de Carlos Silvino podem colocar em causa o processo Casa Pia.
" O que está a passar-se agora no Processo Casa Pia passou-se noutros Países, nomeadamente em França, em que passado cinco anos,(...) e com pessoas presas, algumas até se suicidaram na cadeia, as testemunhas vieram desmentir-se (...) por motivos circunstaciais foram levados por individuos a mentir, afirmou Adelino Granja.
"Este pode ser um caso. Eu gostaria que não tivesse sido isto, ou seja, um julgamento na opinião publica contra determinadas pessoas que já têm o futuro todo em cheque", adiantou.